Otto sugere ‘toga de juiz’ para que senadores foquem nos autos do processo do impeachment
Por Fernando Duarte, de Brasília / Estela Marques
O senador baiano Otto Alencar (PSD) defende um julgamento de impeachment sem interferência de situações externas àquilo proposto nos autos do processo. Para isso, os senadores deverão tirar “o broche” e “o paletó” de senadores para não se distraírem. “Cada senador deve tirar o broche de senador, tirar o paletó, botar a toga do juiz e analisar o que está nos autos. Ou seja: as coisas que não estão dentro do processo não podem influenciar no julgamento”, defendeu o senador, em referência à Operação Lava Jato e o escândalo na Petrobras; à desoneração da folha, que poderia ter arrecadado milhões de reais; à baixa na tarifa de energia elétrica e a tentativa de salvar o presidente Lula com a nomeação de ministro da Casa Civil. Na avaliação de Otto, as irregularidades pelas quais a presidente Dilma Rousseff (PT) está sendo julgada – pedaladas fiscais e publicação de decretos de suplementação orçamentária sem autorização do Congresso – não deveriam levar ao seu impeachment. “Isso, na minha opinião, não deve levar e não pode levar à cassação do mandato do presidente da República. Considero irregularidades, mas não considero ato de improbidade administrativa que possa levar a presidente a ser cassada”, declarou.
