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Lesões de produtor de eventos são compatíveis com agressão, afirma perito

Foto: Reprdoução/ Facebook
Após a polícia atribuir a morte do estudante e produtor de eventos Leonardo Santiago Moura, 30 anos, à queda de uma balaustrada na Praia do Alto da Sereia, no Rio Vermelho, um perito do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que preferiu não se identificar, afirma que as lesões são compatíveis com agressão. Os ferimentos analisados foram fotografados pela família no Hospital Geral do Estado (HGE). As imagens foram entregues ao advogado da família, o criminalista Leite Matos, que acredita que a análise do perito reforça a suspeita da família de que o produtor foi vítima de um ataque homofóbico ao sair da boate San Sebastian, no último dia 11. Já a hipótese da Polícia Civil (entenda) se baseia no depoimento de moradores, policiais militares, socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) (clique aqui). As testemunhas afirmam que ele caminhava sozinho no calçadão, por volta das 5h40, se desequilibrou e caiu de uma altura de mais de 3 metros. Na certidão de óbito, a causa da morte anemia aguda em decorrência de lesão renal e hematoma retroperitonial e trombose cardíaca. “Uma lesão renal? Uma queda não faria isso. Acredito que ele tomou pancadas violentas, como chutes”, afirma Matos. O perito avalia que as lesões foram causadas pelo uso de força física.  “Na verdade, nós utilizamos o termo de instrumento contundente para esse caso, porque consideramos que um murro também causa contusão. Nesse caso, a mão seria o instrumento contundente”, aponta. “Existem outros instrumentos contundentes, mas pode-se utilizar também o termo agressão utilizando a própria força física”, complementa. O especialista também cita que houve rompimento dos vasos sanguíneos nos olhos. “O termo que usamos para essas lesões provocadas por instrumento contundente é equimose, que produz essas manchas roxas em função do rompimento de vasos sanguíneos, produzindo também um edema (inchaço). Tanto nos olhos quanto nos braços, são equimoses”, explicou. Para o perito, há também ferimentos que indicam que Leonardo tentou se defender de um ataque. “Nos braços, as equimoses são sinais de tentativa de defesa e, por conta de arranhões, que podem ter acontecido na briga, ou alguém que segurou o braço dele de modo mais forte”, comentou. Já as lesões mais extensas no braço “podem ter sido produzidas por raladura em alguma superfície áspera que estava perto, como uma parede, que tenha atritado com a pele”.

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