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Morre jornalista e crítico teatral Clodoaldo Lobo

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal
O sepultamento do jornalista e crítico teatral Clodoaldo Lobo, considerado uma das maiores referências na análise desta expressão artística, será realizado nesta sexta-feira (15), às 17h, no cemitério Bosque da Paz. Sua morte foi divulgada por familiares na manhã desta quinta, mas o horário e a causa do falecimento não foram divulgados. Clodoaldo atuou como crítico de arte em diversos veículos de comunicação do estado, como Diário de Notícias, Jornal da Bahia e A Tarde, com destaque para o teatro. Em 2012, foi homenageado, junto com o diretor teatral José Possi Neto, pelo Prêmio Braskem de Teatro. Em 2013, suas críticas publicadas em A Tarde foram reunidas no livro Memória de uma Crítica Encantada, editado pela Fundação Cultural da Bahia (Funceb) e organizado por Nadja Miranda. O presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, se manifestou sobre a morte do crítico em seu perfil no Facebook. “A critica teatral é um oficio fundamental. Através dela o processo teatral se torna dialético e avançamos como artistas. Hoje acordei com o choque da perda de dois dos maiores analistas deste país: Clodoaldo Lobo e Sabato Magaldi. Dedicaram suas vidas em prol do teatro, sabios e absolutamente precisos. Luto!”, afirmou, mencionando também o também crítico de teatro, escritor e professor Sábato Magaldi, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), que morreu nesta sexta aos 89 anos. O ator Bertrand Duarte também lamentou a morte de Clodoaldo. “As primeiras impressões críticas sobre o meu trabalho como ator de teatro, partiram de Clodoaldo Lobo. O seu olhar especial, que nos surpreendia pela sua exatidão no trato com universo teatral, nos impulsionava ainda mais para a aventura do fazer arte na província de Salvador. "Clode" era íntimo de todos nós, sendo em verdade, uma pessoa tímida e reservada. Além de crítico, era um admirador e incentivador do nosso teatro, produzindo matérias muito bem editadas, que enalteciam e divulgavam os espetáculos que entravam em cartaz”.

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