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Moro diz ao STF que pedido de Lula para anular grampos telefônicos ‘não é consistente’

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O juiz Sérgio Moro afirmou em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido da defesa do ex-presidente Lula para anular as interceptações telefônicas feitas pela força-tarefa da Lava Jato “não é consistente”. A declaração consta de resposta ao pedido de esclarecimentos feito pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para que Moro explicasse a divulgação de gravações de Lula com diversos políticos que possuem foro privilegiado, entre eles a presidente afastada Dilma Rousseff, e, por isso, só podem investigadas com autorização do Supremo. A defesa pede que a Corte anule a validade das interceptações como prova. Na manifestação, Moro ponderou que as investigações e as gravações voltaram para a Justiça do Paraná após análise do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, seguiu a decisão de Teori e que não há investigação de pessoas com foro privilegiado. "Em nenhum momento, há qualquer autorização deste juízo, ao contrário do que parece sugerir o reclamante [Lula], para investigação de autoridades com foro por prerrogativa de função", disse o juiz.

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