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Leonardo Moura: Socorristas do Samu prestarão depoimento; MP pede informações

Foto: Reprodução / Facebook
A promotora Márcia Teixeira, do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), considerou “precipitada” a divulgação da informação de que “nada até o momento indica que houve agressão” ao produtor de eventos e estudante Leonardo Moura, 29 anos, que morreu na segunda-feira (11) após ter sido encontrado ferido no Rio Vermelho. A declaração foi feita pela delegada que investiga o caso, Andréa Ribeiro, coordenadora da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), do Departamento de Homcídios e Proteção a Pessoa (DHPP) (clique aqui e entenda). "Eu acho que a delegacia não tem como afirmar isso. Nós já entramos em contato com o Samu e do Hospital para pedir informações. Conversei pessoalmente com o subcoordenador do Samu e ele me disse que estava fazendo o levantamento do prontuário e que ainda estava identificando a equipe que fez o atendimento para passar informações. Ao que parece, o rapaz estava inconsciente e não tem como afirmar que foi uma queda", aponta a promotora, em entrevista ao jornal Correio. Ela afirma que pediu ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) um levantamento bem detalhado e se a equipe registrou hematomas. A promotora informou que a família diz que vai apresentar fotos tiradas de Moura após ter sido agredido e que a equipe de socorristas do Samu, após ser identificada, prestará depoimento. "Hoje foi designada a promotora de justiça Lívia Santana Vaz para acompanhar esse caso. Vamos acompanhar esses depoimentos e verificar os formulários de registros para fazer todos esclarecimentos devidos", informou. Um dos coordenadores do Samu, Ivan Paiva, afirma que os dados sobre os machucados encontrados no corpo de Léo estão registradas no prontuário. O documento fica disponível para a família da vítima e para a Justiça, caso a polícia requeira. "Quando alguém liga para o 192 precisa informar o motivo do chamado. Quando a pessoa diz que encontrou alguém caído na rua, registramos a informação como queda e mandamos uma equipe para o local. Lá, fazemos o registro de como está a vítima, descrevendo ferimentos, sangramentos e arranhões. Se os machucados foram provocados por queda ou outro motivo cabe a polícia apurar. O nosso objetivo é cuidar do paciente, independente do que provocou os machucados", contou. Paiva não soube dizer se Moura foi atendido por uma equipe básica ou avançada do Samu, mas informou que o procedimento pode ter envolvimento de dois à sete profissionais.

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