Caso Leonardo: Estudante não tem lesões que comprovem agressões, diz delegada
A delegada Andréa Ribeiro, responsável pelas investigações do que provocou a morte do estudante e promotor de eventos Leonardo Moura, nesta segunda-feira (29), informou que não existem lesões visíveis no corpo da vítima, o que poderia configurar a causa da morte como consequência de agressões. Leonardo foi encontrado desacordado no Rio Vermelho por populares no sábado (9) e chegou a ser levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) (leia mais aqui). Na segunda, ele passou por uma cirurgia nos rins e não sobreviveu. A família defende que o estudante foi alvo de um ataque homofóbico, já que ele foi encontrado horas depois de deixar uma boate gay na mesma região. Mas para a delegada, ainda não há como garantir o que aconteceu. “A polícia não descarta nenhuma linha de investigação, mas precisamos identificar a causa precisa da morte, já que nada até o momento nos indica que houve agressão”, afirmou a titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico). Para a Polícia Civil, os laudos periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) poderão revelar o que provocou a morte. De acordo com Andréa, a família de Leonardo teve acesso ao prontuário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e nele constava que o jovem tinha caído. Em depoimento, a família contou ainda que, nos momentos de lucidez, o estudante disse não se recordar de ter sofrido agressões. Imagens da região já foram solicitadas e possíveis testemunhas são buscadas por equipes da DH/Atlântico. Os prontuários de atendimento médico do Samu e do HGE também foram solicitados, para serem anexados ao inquérito. Os socorristas que prestaram o atendimento a Leonardo também já foram identificados e devem comparecer ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para prestarem depoimento.
