Contrato de R$ 2,4 milhões com o MinTur não se refere à Estrada Real, diz Setur
A Secretaria do Turismo do Estado (Setur) informou em nota que o contrato firmado entre a Secretaria do Turismo, Ministério do Turismo e Caixa Econômica Federal em 2007, que liberou R$ 2,4 milhões em 2008, “não se refere à denominada Rota do Ouro”, conforme publicado pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (5) (clique aqui). As informações veiculadas pelo BN tiveram como base dados do Ministério do Turismo, encaminhados em resposta a questionamentos feitos pela reportagem sobre o projeto da Estrada Real da Bahia. Na cláusula primeira do contrato, é estabelecido que o “repasse tem por finalidade a transferência de recursos financeiros da União para a execução de apoio a projetos de infraestrutura turística no Litoral Norte e nos municípios de Mata de São João, Lençóis, Porto Seguro e Maragogipe”. Na resposta do MinTur, é citado que o valor repassado, no contexto do projeto da Estrada Real, “foram destinados às obras de infraestrutura turística como, por exemplo, pavimentação asfáltica e construção de centros de atendimento ao turista dos municípios pertencentes ao projeto Mata de São João, Maragogipe, Porto Seguro e Lençóis”. A Secretaria de Turismo do Estado não informou se as intervenções foram realizadas, mas destacou que “as ações decorrentes deste contrato não possuem vínculos com estudos em andamento da Estrada Real”. Sobre o andamento do convênio com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), para o georreferenciamento da estrada, a Setur informa que o “estudo segue o seu fluxo normal, com uma nova viagem de geólogos a campo, prevista para ocorrer ainda durante este mês de julho” e que “já foram realizadas quatro viagens de 15 dias, nos meses de outubro e novembro de 2014 e maio e outubro de 2015”. A pasta ainda afirma que “uma equipe técnica da Setur acompanha este processo com todo o interesse, contribuindo para que evolua o adensamento de informações” sobre o projeto da Estrada Real e que “o levantamento da CBPM vai identificar as coordenadas exatas do Caminho Real, ponto de partida para a análise mais completa sobre o projeto”.
