Galo critica liberação de pulverização de agentes químicos para combater dengue e zika
Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) condenou a sanção da Lei 13.301/2016 que prevê a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida” como umas das medidas de combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. A lei, sancionada por Michel Temer, foi publicada na terça-feira (28) no Diário Oficial da União. Galo, que defende o projeto de Lei que proíbe pulverização aérea de agrotóxicos na Bahia, aponta que a medida é potencialmente prejudicial à saúde humana, à fauna, flora e aos recursos hídricos. “Permitir o envenenamento da população para atender aos interesses dos fabricantes de agrotóxicos é um absurdo sem precedentes em nossa história recente. A comunidade médica e de saúde coletiva é contra essa medida porque ela representa um risco potencial à saúde humana. A alternativa eficaz para combater o Aedes aegypti é prevenir e, sobretudo, investir em saneamento. A intenção desse projeto é vender veneno, aumentar os lucros dos empresários, e mais nada”, acusou Galo.
