Dilma diz se incomodar com 'vazamentos', mas defende delações premiadas
Por Estela Marques / Luana Ribeiro
Em visita ao Centro Pan-Americano de Judô, localizado em Lauro de Freitas, a presidente afastada Dilma Rousseff disse se incomodar com os vazamentos seletivos, mas defendeu as delações premiadas. “Eu acredito que as delações fazem parte desse processo, porque foram aprovadas por uma lei de 2013. Eu não concordo com vazamentos seletivos, não concordo com o uso da investigação de forma parcial para atingir esse ou aquele. Isso eu não concordo. Eu sou a favor do processo e da investigação”, argumentou. Dilma ainda sinalizou, durante entrevista coletiva, que as “falhas” ocorridas durante as investigações não devem ser usadas para encerrar a apuração dos crimes de corrupção da Operação Lava Jato. “Acho que quem deve, deve prestar contas a justiça. Isso é algo que é muito importante no nosso país. Porque nós viemos de uma pratica e de uma vivencia patrimonialista. O que é o patrimonialismo, é confundir o público com o privado”, apontou, para completar: “Excessos não são corretos e o fato de ter excessos tem que ser corrigido. Agora não pode alegar com isso que você não investigue”.
