Após ataque, Trump defende barrar imigração de muçulmanos; Hillary defende diálogo
O ataque que vitimou 49 pessoas na boate Pulse, em Orlando, na Flórida, no último domingo (12), deu pretexto para uma mudança de tom na campanha presidencial dos Estados Unidos. O candidato do Partido Republicano, Donald Trump, propôs o fim temporário da imigração de muçulmanos para os Estados Unidos – o autor dos ataques, Omar Mateen, é norte-americano, mas é filho de afegãos. Apesar de o Estado Islâmico ter assumido a autoria do ataque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que não há indícios de que o ataque tenha relação com grupos extremistas islâmicos. Trump sugeriu que Obama não adota medidas para combater quem planeja atentados nos Estados Unidos e que a atual política migratória dos Estados Unidos é “disfuncional” e “administrativamente incompetente”. Ele também fez críticas à candidata democrata, Hillary Clinton, por se recusar a chamar os radicais muçulmanos de “terroristas”. Hillary por sua vez defendeu publicamente o diálogo com os imigrantes e com a comunidade muçulmana para evitar ataques terroristas. Ela apontou que “milhões de pessoas que professam a religião muçulmana vivem pacificamente nos Estados Unidos” e que seria injustiça condenar todos os muçulmanos que vivem no país por causa de uma pessoa. Para ela, é importante fortalecer o contato a comunidade muçulmana, em vez de isolá-la.
