Programa para vítimas de estupro tem déficit de pessoal; adolescentes são maioria
Por Luana Ribeiro
O programa Viver, da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA), que atende vítimas de estupro e seus familiares, sofre um déficit de pessoal em suas equipes. Segundo a coordenadora do programa, Deise Dantas, somente na sede do projeto, localizada no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML), trabalham 22 pessoas, entre psicólogos, assistentes sociais, médicos e técnicos de enfermagem. De acordo com Deise, o grupo multidisciplinar, que atende uma média de 60 casos novos por mês, deveria conter de 34 a 40 pessoas para trabalhar em condições ideais. Já a unidade de Periperi está com o atendimento suspenso, por conta de uma reforma para a instalação de uma ludoteca – a sala também será implantada no IML. “Estamos com essa reforma bem adiantada, acredito que em julho a ludoteca está instalada e até o final de julho, início de agosto estaremos reabrindo”, explica Deise. Para esta unidade, está sendo negociada, em caráter emergencial, a cessão de servidores da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que deve ser concluída em 30 dias. “Está suspenso o atendimento, não exatamente fechado, porque agente está passando por uma reformulação. Há uma série de processos que demoram, mesmo um edital para Reda tem concurso. Nós estamos com um processo de um edital já pra ser concluído, que teve que passar por diversos setores e aprovações, e realmente demora, mas já estamos na fase final para lançar”, detalha. Em maio, a unidade do IML também perdeu duas advogadas, com o fim do contrato – o núcleo jurídico será reposto com o lançamento do edital. Em caráter emergencial, até que o edital seja publicado, já estão em avaliação para ser liberados pela Sesab, três assistentes sociais, quatro psicólogos e um técnico de enfermagem. Ao longo dos últimos três anos, a equipe de Periperi, composta inicialmente por 14 pessoas, foi sofrendo perdas com o fim dos contratos. “Não dá para a gente repor a equipe completa e fazer o planejamento que a gente gostaria, mas esse número atende de imediato as nossas necessidades e dá para reabrir. Ainda não é o ideal, mas dá condições boas de trabalho”, avalia.

Unidade de Periperi fica no Complexo Policial do bairro | Foto: Reprodução / Google Street View
