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Renan afirma que solicitação de prisão contra ele é 'desproporcional e abusiva'

Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado
Após o procurador geral da República, Rodrigo Janot, pedir a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), por tentativa de barrar a Operação Lava Jato, o congressista se manifestou em nota e se disse “sereno e seguro de que a Nação pode seguir confiando nos Poderes da República”. “O presidente reafirma que não praticou nenhum ato concreto que pudesse ser interpretado como suposta tentativa de obstrução à Justiça, já que nunca agiu, nem agiria, para evitar a aplicação da lei. O senador relembra que já prestou os esclarecimentos que lhe foram demandados e continua com a postura colaborativa para quaisquer novas informações”, afirma o comunicado, divulgado na manhã desta terça-feira (7). Janot também pediu a prisão do ex-senador José Sarney (AP), do senador Romero Jucá (RR), e, em outra denúncia, do presidente da Câmara dos Deputados afastado, Eduardo Cunha (RJ), todos do PMDB. Renan afirma, em nota, que a solicitação da prisão é “desproporcional e abusiva”. “A Nação passa por um período delicado de sua história, que impõe a todos, especialmente aos homens públicos, serenidade, equilíbrio, bom-senso, responsabilidade e, sobretudo, respeito à Constituição Federal”. Aludindo aos “limites” aos quais as instituições devem se ater, ele cita “valores absolutos e sagrados do Estado Democrático de Direito”, como a independência dos poderes, as garantias individuais e coletivas, a liberdade de expressão e a presunção da inocência.

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