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Delação de Machado não afeta governo, diz Padilha; gestão prepara 'medidas de impacto'

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, defendeu o governo Michel Temer em relação aos ataques sofridos à cúpula do PMDB com as delações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Ele acredita que a administração não será afetada. “Quanto ao governo, não. E explico por quê. Na Lava Jato, se aparecer alguém do governo, já se sabe qual a posição do presidente: é que a pessoa deixe a equipe. Portanto, [o governo] não será atingido diretamente de nenhuma forma, fica preservado”, afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Segundo Padilha, a existência de citações na investigação foi considerada no momento de selecionar os ministros. “Quando o presidente Michel Temer foi formar o ministério, perguntou aos candidatos: "Você foi mencionado, citado na Lava Jato? Em relação a isso, avalia que há algo mais ou não?". Os que foram consultados disseram que não. Ao que o presidente disse, ‘pois bem, se algo acontecer, mostrando que não é bem assim, peço que vocês pensem imediatamente em pedir exoneração, caso contrário terei de fazê-lo’. Esse assunto está fechado da parte dele”, relatou. De acordo com o ministro, o governo Temer prepara “medidas de impacto” para serem anunciadas “o mais breve possível, quiçá no período de interinidade”. As propostas estão focadas em ativar a economia e gerar empregos. Em relação à reforma da Previdência, a previsão é de que o projeto chegue ao Congresso antes das eleições municipais, em outubro. “Essa é uma construção a muitas mãos, pelas centrais sindicais, empregadores, parlamentares e governo. Mas os tempos do Legislativo não são tão velozes. Possivelmente tenhamos a decisão do Congresso Nacional antes do fim deste ano”, afirma. O ministro ainda não confirmou se a nova fórmula determinará uma idade mínima. “Se houver uma fórmula que se sustente sem idade mínima, vamos ver. O exemplo mundial que temos dos sistemas bem-sucedidos inclui idade mínima e crescente. É o caso que o Brasil terá de fazer”, pontuou. A perspectiva é de que a regra seja igual para homens e mulheres. A reforma previdenciária deve vir na frente de uma reforma trabalhista, que o governo quer, também, que ocorra até o fim deste ano. Questionado sobre a possibilidade de alterações em questões como férias, 13º salário, FGTS, Padilha garantiu que “há direitos que são uma conquista não dos trabalhadores, mas da nação”. “Nesses a gente não deve pensar em mexer”, afirmou, apontando como alvo a redução de jornada e banco de horas. A previsão é de que o projeto seja encaminhado ao Congresso em julho. O governo também quer colocar em análise a abertura do mercado aéreo e a possibilidade de estrangeiros comprarem terras no país. 

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