Renan critica encurtamento de prazo para defesa de Dilma no Senado: 'Discutível'
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou a decisão do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), presidente da Comissão Especial do Impeachment (leia aqui). Nesta quinta-feira (2), o paraibano acatou questão de ordem que encurta de 30 para 10 dias o prazo para as considerações finais da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (3), Renan diz ver com preocupação as iniciativas para comprimir prazos, se a intenção sugerir a supressão de direitos da defesa, embora seja "imperioso agilizar o processo para que não se arraste indefinidamente". "Não devemos lançar mão de expedientes de discutível caráter democrático, ainda que respaldados em interpretações razoáveis. O que devemos transmitir ao Brasil e ao mundo é a certeza de um julgamento isento, responsável e civilizado, como se viu, aliás, na longa sessão do dia 11 de maio, em que foi admitido o processo", disse o peemedebista. Para Renan, os direitos da defesa são "sagrados" e não devem ser restringidos, porque "dez dias na história não pagam o ônus de suprimi-los". Renan também criticou a recorrência constane ao Supremo Tribunal Federal, como prometeu fazê-lo o ex-advogado-geral da União e defensor da presidente, José Eduardo Cardozo. "Por mais sensatas e qualificadas que sejam as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e elas o são, é inadequado sobrecarregá-lo com trabalho tipicamente congressual e que corre o risco de ser interpretado como transferência de responsabilidade", observou.
