Orobó: Programa vendido a prefeituras era 'tipo um Power Point interativo', diz delegado
Por Estela Marques / Luana Ribeiro
O programa de gestão acadêmica desenvolvido pela empresa que participava das licitações fraudulentas investigadas pela Operação Orobó consistia apenas em uma apresentação no formato semelhante ao Prezi, com uma licença de uso com custo de cerca de R$ 3 mil, mas era comercializado, nos certames, a um preço muito superior. “É um programinha básico. O que é que esse programa fazia? É tipo um Power Point interativo. Você prepara a pergunta e a pessoa pode ir lá responder e ele dá uma resposta. Ele criou um sistema de áudio digital interativo, mas o principal, que era esse software que ele chamava de sistema de gestão integrada acadêmica, não funcionava, porque não tinha como funcionar”, relata o delegado Fernando Berbert, em menção a um ex-prefeito que atuava como intermediário na “venda” do software para as prefeituras. De acordo com Berbert, a investigação descobriu que 18 municípios comprovadamente compraram o serviço. Um servidor de baixo escalão ligado à Presidência da República que participava do esquema, enviando um fax para os prefeitos, parabenizando-os pela aquisição.
