Prefeitura localizou 400 alunos com tendência a superdotação; Escolab terá impressora 3D
Por Guilherme Silva / Luana Ribeiro
Além da universalização do Ensino Integral, os Escolabs terão como objetivo melhorar o atendimento a alunos que apresentam tendência à superdotaçao – ao menos 400 estudantes já manifestaram esta característica. “São alunos que, por exemplo, na última Prova Brasil, tiveram a nota máxima em língua portuguesa e matemática, enquanto sua escola teve uma nota deficiente, às vezes. Então são alunos que fogem da curva normal de aprendizagem e que indicam uma tendência de superdotação”, afirmou o secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani. Para ele, a implantação do novo modelo pode incluir crianças que não se adaptaram à rotina escolar. “Reunir crianças que hoje são desconsideradas, estão à margem do nosso sistema educacional, muitas vezes são tidas como hiperativas, aqueles que não se adaptam à realidade escolar, pedagógica. E eu diria que isso para a cidade é um grande desafio”, explicou. Nos Escolabs, as salas de aula não terão o formato tradicional, funcionando de modo “compartilhado”. As unidades vão dispor de impressora 3D, ônibus próprio, área para refeições e um núcleo de arte para receber projetos culturais da região. A equipe também é composta por psicólogos e assistentes sociais. Segundo Bellintani, a estimativa é de que sejam necessários 70 Escolabs para atender todo o ensino fundamental da rede municipal. Ele acredita que esse número pode ser alcançado em 10 anos.
