Coordenador do Gambá critica supressão de Dunas do Abaeté e ataca PDDU
Por Alexandre Galvão
A liberação dada pelo novo Plano Direito de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de construção em área de proteção ambiental municipal na área do Parque das Dunas e da Lagoa do Abaeté (veja aqui) é a "continuidade" de regularidades já existentes na área, de acordo com a avaliação do Coordenador do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), Renato Cunha. Segundo Cunha, os PDDUs anteriores a este - que ainda precisa passar pelo crivo da Câmara Municipal de Salvador - "já davam estas liberações". Para ele, o projeto atual "não tem cuidado com áreas de proteção". "Eu acho que o PDDU não está tendo o cuidado e respeito às áreas de preservação permanente, mata atlântica. O PDDU não está tendo esse cuidado de preservar essas áreas que são importantes para a cidade. Já perdemos muito da vegetação nativa”, avaliou. Ainda segundo Renato Cunha, “o que está sempre valendo é ocupar mais para atender a especulação imobiliária”. “Não que sejamos contra ocupação, mas tem que ter ordenamento”, justificou. Em março deste ano (veja aqui), o Gambá, junto com o Ministério Público da Bahia, tentou interromper a tramitação do PDDU na Câmara Municipal de Salvador com uma ação que pedia a nulidade do processo. Em nota ao Bahia Notícias, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) negou a supressão na área (leia aqui).
