Florence: Governo Temer 'não tem legitimidade' e será 'contundente' na retirada de direitos
Por Luana Ribeiro
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (BA), afirmou na manhã desta quinta-feira (12), após a aprovação da abertura do processo de impeachment, que o governo interino do vice-presidente Michel Temer “não tem legitimidade” e que o peemedebista deve ampliar a desaprovação após começar a implantar as medidas já sinalizadas nas últimas semanas. “Há que registrar que nós temos convicção de que não tem crime de responsabilidade e de que Temer não tem legitimidade de voto para governar, menos ainda para governar com um programa econômico e social que já esta sendo anunciado, vi várias entrevistas, e é oposto ao que foi votado pelo povo”, avaliou o parlamentar. O deputado pontuou que a oposição acusou a presidente Dilma Rousseff de ter contrariado seu programa de governo em seu segundo mandato com cortes orçamentários, mas que a gestão de Temer deve ser “mais contundente e mais forte de retirada de direitos”. De acordo com Florence, a aprovação do impeachment posiciona a bancada petista na oposição. “Vamos votar coerente com o que estávamos fazendo no governo Dilma”, afirmou, citando como exemplo as discussões da reforma previdenciária, quando os deputados se manifestaram pela discussão do tema junto às centrais sindicais. Para o parlamentar, os protestos nas ruas contra o impeachment devem prosseguir e aumentar à medida em que Temer inicie a implantação de suas medidas de governo. “A tendência é de continuidade. Tem havido muita manifestação nas ruas, não somente de operadores do governo, movimentos sociais, mas há diversos intelectuais, artistas. O Psol, por exemplo, que é de oposição, tem feito a defesa da democracia”, citou. O PT também deve, de acordo com Florence, realizar uma campanha, com a possível participação da presidente Dilma, que ficará afastada do cargo por até 180 dias. “Essa hipótese de ela ir a alguns estados deve acontecer. Vai se constituir uma agenda com os movimentos sociais e vamos provavelmente sair em defesa da democracia, do mandato eleito popular, e do respeito ao voto a vontade dos eleitos”, afirma.
