PSDB não vinculará participação no impeachment à ocupação de cargos
Por Fernando Duarte, de Brasília / Renata Farias
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reforçou nesta quarta-feira (11) que o partido não foi "protagonista" na discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por interesse em possíveis cargos. "O PSDB não fez isso por ser beneficiário do impeachment e não somos. O PSDB tem um projeto para o Brasil, que estará vivo em 2018 e será discutido com a população", afirmou instantes antes do início da votação do processo no Senado. "Nós não vincularemos nossa participação à ocupação de qualquer cargo no governo". O tucano aproveitou o momento para reafirmar que a presidente deve ser punida, "como prevê a nossa Constituição", além de atacar o PT. "Hoje na verdade os brasileiros terão a oportunidade de voltar a sonhar com um futuro diferente. De tudo que os sucessivos governos do PT tirou dos brasileiros, para mim, o mais grave foi a capacidade de sonhar com um futuro melhor. Hoje, em respeito absoluto à Constituição, mas principalmente sintonizados com a vontade amplamente majoritária da sociedade brasileira, o Congresso não irá dizer apenas um 'não' à presidente da República, um 'não' ao seu partido. Nós estaremos dizendo um 'sim' a uma nova etapa da vida democrática brasileira, onde compromissos assumidos sejam cumpridos e onde a verdade prevaleça sobre a mentira. Onde nenhum governante se julgue acima da lei, porque a Constituição, a maior das nossas leis, foi criada para ser cumprida, para ser balizadora das ações de governantes e de mandatários do legislativos, por exemplo", disse. Aécio ainda desejou que o vice-presidente Michel Temer "tenha coragem e ousadia para apresentar ao Congresso Nacional e aos brasileiros um conjunto de propostas que possa rapidamente resgatar a confiança na presidência do Brasil".
