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Um terço da bancada federal baiana defende afastamento de Cunha da Câmara

Por Estela Marques

Foto: Agência Brasil
Um terço da bancada baiana na Câmara dos Deputados concorda com a liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que afasta o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e suspende seu mandato. Dos 39 parlamentares em exercício ouvidos pelo Bahia Notícias, 13 são favoráveis à saída de Cunha da presidência da Câmara. “Ele tem feito todas as manobras possíveis e imaginárias para evitar que o processo siga adiante. O Conselho de Ética já foi notificado várias vezes. Estamos num período de exceção diante do Congresso. Cunha paralisou a Câmara”, avalia a deputada federal Alice Portugal (PCdoB). Líder do PSDB na Casa, Antonio Imbassahy afirma que é “extremamente constrangedor” ser liderado por alguém como Cunha. “Ele não tem condições de dirigir a Casa. (...) Além de ter investigação no Conselho de Ética, a situação está agravada porque está sendo processado no STF”, citou. Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) também defende que o peemedebista saia da presidência, mas não como renúncia. “Se absolvido, ele poderia voltar”, sugeriu. Quem discorda dessa perspectiva é Roberto Britto (PP-BA), por acreditar que qualquer decisão deve ser tomada apenas depois que o Conselho de Ética se manifestar. O parlamentar divide a opinião com o deputado Sérgio Brito (PSD), que critica a renúncia ao cargo até que seja emitido um parecer sobre a quebra ou não de decoro parlamentar. “É no Conselho de Ética que vai ser julgado se tem inverdade ou verdade. A partir daí, acho que a Câmara deve decidir”, comentou Britto, antes de dizer que a situação não interfere na imagem da Casa diante da população. O deputado Claudio Cajado (DEM-BA) também não vê prejuízos à reputação da Câmara, já que, segundo ele, “a imagem da Câmara sempre foi muito ruim”. “Como a dos políticos como um todo. As pessoas querem decisão, mas não pode tomar decisão sem que esteja previsto no regimento interno”, acrescentou. No centro da disputa, mantendo a neutralidade, estão sete deputados baianos, entre eles membros do Conselho de Ética e que preferiram não opinar. É o caso de José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do colegiado, e Cacá Leão (PP-BA), que temem reações de Cunha a qualquer comentário que possam fazer. O petebista Benito Gama preferiu não avaliar o caso, até receber um parecer do conselho. “Não estou ainda convencido disso, porque preciso da decisão do Conselho de Ética”, hesitou. José Carlos Aleluia (DEM) também escolheu esperar. “Quando concluir [o processo], a gente avalia. Fragiliza a Câmara e o Senado, mas não temos outra opção que não seguir o processo”, opinou. Veja abaixo como 23 parlamentares baianos ouvidos pela reportagem avaliam o caso de Eduardo Cunha (clique aqui para ampliar). Os demais não foram encontrados para comentar o caso. 

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