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Renan diz que impeachment na Câmara será conduzido por Lewandowski e responde Cunha

Foto: Jane Araújo / Agência Senado
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que se a admissibilidade do processo de impeachment for aprovada na Casa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, conduzirá o processo. Paralelo a isso, a comissão especial designada para analisar o processo é quem deverá determinar o ritmo do processo. Renan aproveitou para responder ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que haveria uma paralisia no Congresso até o Senado decidir pelo afastamento ou não da presidente Dilma Rousseff (PT). "Não são matérias de governo. São matérias para o paí. A paralisação da Câmara não ajuda o Brasil. Esse locaute não ajuda o Brasil. Acho que nesse momento de dificuldade do povo brasileiro cada Casa pretende interagir a sua maneira ou interferir na outra Casa, ou ainda paralisar suas ações. É muito ruim porque ninguém vai se beneficiar do agravamento da crise, do aumento do desemprego, do aumento da desesperança", alertou Calheiros. O presidente do Senado alertou que a Casa não parou de trabalhar durante a análise da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara e continuou votando projetos como o PLS 555/2015, que cria a Lei de Responsabilidade das Estatais, e a revogação da participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo do pré-sal. 

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