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‘Não tem jeito: é golpe ou revolução’, afirma ouvidor-geral do estado sobre impeachment

Por Alexandre Galvão / Bruno Luiz

Foto: Alexandre Galvão / Bahia Notícias
O ouvidor-geral da Bahia, Yulo Oiticica, afirmou que uma “quadrilha de réus confessos” do PMDB comanda o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O petista defendeu que Dilma “não tem nada que abone sua conduta moral ou política”. “Essa situação é engraçada se não fosse trágica. Só que eles mexeram com que existe de mais sagrado para o brasileiro, que é a democracia. O povo todo está na rua para dizer isso: ‘nós não queremos o retrocesso’. Mais do que defender um partido, estamos defendendo o que queremos. Um Brasil democrático e livre”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Presente no ato contra o impeachment que acontece no Farol da Barra desde o sábado (16), Oiticica defendeu também que, caso Dilma se salve do afastamento, comande uma guinada à esquerda no governo. “Agora, não tem jeito. É golpe ou revolução. O golpe é a excrecência. É o partido mais corrupto da história desse país, fisiologista, que é o PMDB. A revolução é avançar na garantia dos direitos sociais, com saúde educação, segurança”, afirmou. “Aqueles que acharam que era possível, dentro da governabilidade, fazer aliança com a direita. Agora, não acreditará mais em Papai Noel. É preciso que façamos aliança para governar. Estão vendo que o Brasil está polarizado entre aquele que leva a empregada com carrinho de bebê para a manifestação e aquele que quer a empregada na universidade”, declarou. 

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