Em momento de 'saldão', Cunha afirma que impeachment não é vingança contra Dilma
Por Fernando Duarte, de Brasília / Renata Farias
Poucos minutos antes do início da votação do processo de impeachment, neste domingo (17), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou que essa não é uma forma de vingança por parte dele com relação à presidente Dilma Rousseff. “Eu rejeitei 39 pedidos”, disse ao denominar o atual momento como “saldão”, devido à busca de votos favoráveis ou contrários. De acordo com o deputado, o processo é consequência de fatores que se somaram desde a eleição. “Advém de um processo político complicado, que vem desde a eleição. Na realidade, a eleição trouxe uma divisão muito grande para o país, porque a forma que se obteve a vitória foi contestada. A partir daí, não houve uma pacificação política no país”, avaliou em coletiva de imprensa. Cunha aproveitou o momento para lembra que foi registrado o maior número de pedidos de impeachment contra um presidente na história do Brasil. “Existe efetivamente uma denúncia para abertura do processo por crime de responsabilidade. Em segundo lugar, é uma continuidade de atos que levaram a ser o recorde de protocolos de pedidos de impeachment de todos os presidentes da República da história do país. Lembrando bem, contra a presidente tiveram 50 pedidos de impeachment: 39 eu rejeitei, um foi aceito, ainda têm dez para serem despachados”. Segundo o peemedebista, a votação está prevista para ser encerrada entre 21h30 e 22h.
