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Líder da CUT diz que fragilizar lei trabalhista é sonho de capitalistas pró-impeachment

Por Francis Juliano / Jamile Amine

Foto: Max Haack/Ag Haack / Bahia Notícias
O presidente da Central Única dos Trabalhadores na Bahia (CUT-BA), Cedro Silva, estima que 150 mil pessoas estejam mobilizadas até o fim do ato realizado no Farol da Barra neste domingo (17), em favor do governo e contra o impeachment da presidente Dilma Roussef. “Esse é o numero que nós conseguimos mobilizar em Salvador e em todo estado, portanto, a Bahia está presente contra o golpe e defendendo a democracia. Enviamos também uma caravana para Brasília, mais de 200 ônibus”, diz o sindicalista, informando ainda que embora concentrada em Salvador, a mobilização acontece também em diversas cidades do interior baiano. Sobre o impedimento de Dilma e uma possível posse de Michel Temer, Cedro Silva diz que não vão aceitar nenhum governo que não tenha sido eleito pelo povo. “Esse é o principio da democracia e nós queremos a nossa Constituição respeitada. Dai, por não aceitar um governo que não foi eleito pelo povo, ninguém vai obedecer um governo que não tenha legitimidade”, afirma o presidente da CUT-BA, disparando ainda contra o empresariado. “É também é um sonho dos capitalistas a desregulamentação das leis trabalhistas. Por eles, trabalhador não teria direito nenhum. Em documento, eles mesmos apontam para o futuro a desregulamentação, ou seja, o fim da consolidação das leis de trabalho. Por isso que nós também estamos muito preocupados e não vamos permitir que mexam nos direitos dos trabalhadores”. Cedro Silva comentou ainda o papel do governador Rui Costa na articulação com os parlamentares baianos, para conquistar votos contrários ao impeachment. “O governador Rui Costa lidera a bancada baiana e tem obtido êxito nos diálogos através do convencimento, através de uma fala que une o Brasil, que une a Bahia, porque não interessa o caos para ninguém. Todos vão sair perdendo. Portanto o governador está de parabéns, porque vem conseguindo agregar os parlamentares baianos no entendimento que no atual momento o que interessa é unir o país e fazer as reformas que o país tanto precisa para voltar a crescer e criar mais empregos. O que interessa é o país vivendo dentro das regras democráticas, para que nada venha interferir na legislação trabalhista e que cada cidadão se mantenha no seu posto de trabalho, receba mensalmente o seu salário e possa cuidar da suas famílias. É isso que a gente quer para o Brasil, na via democrática, na institucionalidade, vivendo em paz para que todos possam contribuir com a sua força de trabalho, para que o pais possa melhorar o PIB, a distribuição de renda e continuar fazendo a inclusão social”, afirma.

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