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'Salvador estava morta', afirma Manno Góes, sobre impacto do Festival da Cidade

Por Renata Farias / Luana Ribeiro

Foto: Bruno Concha / Ag. Haack/ Bahia Notícias
O cantor e compositor Manno Góes vê no Festival da Cidade, do qual participa na manhã deste domingo (3) junto com a banda Alavontê, como uma oportunidade de criar uma “identidade” do grupo, com o evento da Volta do Dique, que está em sua terceira edição, e com o Pranchão, levado ao Dique do Tororó pela primeira vez. “A gente se sente muito em casa”, afirmou. O músico também vê consequências do evento para a cidade, que completou 467 anos na última terça-feira (29). “Salvador estava morta. Salvador era uma cidade apagada, esquecida. Acho que hoje é uma cidade que volta a tentar, dentro das possibilidades ainda limitadas que tem, a ter atrações turísticas. Acho que é importante voltar a ser uma atração turística. A música contribui muito para Salvador, sempre foi um elemento condutor das nossas características culturais. Valorizar a nossa música, valorizar a nossa cidade”, avaliou. Apesar de notar o aumento do convívio e dos encontros nas ruas – “Salvador estava muito dentro do shopping center” – Manno fez críticas a algumas carências que permanecem no setor turístico. “Temos um aeroporto de merda, não temos um centro de convenções, tudo isso atrapalha o nosso turismo, então o maior valor que nós temos são as nossas raízes e as nossas manifestações culturais”, apontou.

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