
Márcio Mello fala de novo projeto e agradece reconhecimento do rock como música baiana
Por Ailma Teixeira / Rebeca Menezes
Que a música baiana não é só axé, a gente sabe. Mas para o roqueiro Márcio Mello, o reconhecimento do rock como parte da cultura da Bahia é muito importante. Última atração do palco do Festival da Cidade no Rio Vermelho, ele subiu ao palco com cerca de 40 minutos de atraso, mas isso não o desanimou. “O show vai ser dividido em partes: primeiro voz e violão, depois banda, depois eletrônico. Mas como tem que encerrar até as 22h, vou fazer um pouco de improviso”, brincou. Com o novo projeto “Sexus”, de música eletrônica, ele agradeceu o convite para participar dos shows em comemoração aos 467 anos de Salvador. “ACM é um cara que reconhece o rock como música baiana e eu acho isso massa, porque por muito tempo não houve isso. Não é que eu não goste de outros ritmos, eu gosto, mas é preciso abrir espaço pra tudo. Pra molecada que gosta de pagode fazer seu pagode, quem gosta de rock fazer seu rock, quem gosta de eletrônico fazer seu eletrônico”, defendeu. Para 2016, Márcio contou que além do “Sexus” ele pensa em fazer um DVD. “Só não sei se acredito no formato físico”, completou. Já no palco, após abrir o show com 'Solitário Punk', o cantor voltou a falar sobre a diversidade de ritmos do festival: "Hoje tem rock, amanhã tem Gil e Caetano. Isso significa que todos nós somos baianos".
