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Tramitação do PDDU pode atrasar com greve de servidores; ‘vou aguardar’, diz Câmara

Por Alexandre Galvão

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Os servidores concursados da Câmara Municipal de Salvador (CMS) irão entrar em greve por tempo indeterminado na próxima terça-feira (29), segundo o presidente da Associação dos Servidores da Câmara Municipal de Salvador (Ascam), Sidelmar Castro. Com a mobilização, Castro acredita que a tramitação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) atrase na CMS. “Cerca de 50 servidores da Casa cuidam só do PDDU. O PDDU só acontece por conta do suporte técnico dos servidores da Câmara. Com certeza atrasa”, apontou. De acordo com Castro, a categoria pede reajuste salarial de 22%, reajuste no auxílio refeição e no auxílio saúde – que substitui o plano de saúde. “A nossa data-base é maio, mas, esse ano é de eleição e o gestor só pode reajustar salário até o dia 2 de abril, então começamos agora a nossa mobilização. Além disso, o nosso auxílio refeição está defasado há oito anos e queremos um reajuste no mesmo valor da variação da cesta básica neste período. O nosso auxílio saúde também é insuficiente. Atualmente, recebemos apenas R$ 250 e isso não dá para pagar nem o valor de um plano para uma criança. Pleiteamos o R$ 985. Assim, o titular poderá agregar os seus familiares”, elencou, ao afirmar que os servidores podem até ocupar o plenário da Casa.


Foto: Bahia Notícias

Ainda de acordo com Castro, o presidente da Casa, vereador Paulo Câmara, não recebe a associação e, através do diretor administrativo da CMS, Beto Fagundes, eles ficaram sabendo que a CMS está em “contenção de despesa”. “O reajuste é determinado por lei e o presidente tem que cumprir a lei. No entanto, ele só diz que o reajuste da Câmara vai ser zero”, afirmou. Segundo Sidelmar Castro, a Ascam tem 250 associados efetivos e 400 entre ativos e aposentados. Procurado pelo Bahia Notícias, o presidente do Legislativo, Paulo Câmara, afirmou que a greve é “desproposital e descabida”. “Não tem como sentar na mesa com essa pauta de 22% de aumento. Estamos no meio de uma crise no país, com a arrecadação da prefeitura caindo... acho até que parte dos servidores da Casa não concorda com a pauta. É uma coisa fora da curva”, definiu. Ainda de acordo com Câmara, a afirmação de Castro de que a tramitação do PDDU será prejudicada por conta da greve indica “tom político”. “Se ele disse isso mesmo, é uma greve política”, afirmou. Sobre a possibilidade de ocupação do plenário, o presidente disse que iria “aguardar para ver”. “Prefeito aguardar para ver até onde vai isso, vou agir sempre dentro da lei. O meu respaldo vai ser dentro da lei”, respondeu sobre uma possível resposta.

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