Agripino defende maior legitimidade de ação contra governo e se esquiva de acusações
Por Fernando Duarte/ Renata Farias
O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), defendeu neste sábado (19) a maior legitimidade do movimento pró-impeachment, com relação às manifestações a favor do governo. Para ele, a oposição é movida por vontade própria, enquanto o outro lado é induzido por grupos partidários. "Foi um movimento espontâneo, um movimento de rua. Eu estive em todos os movimentos, sem exceção. Estive em Brasília, São Paulo e Natal. Eu vi, as pessoas vão porque querem. No movimento do PT, as pessoas vão induzidas pela CUT, pela UNE, por movimentos sindicais", avaliou durante o encontro nacional da juventude do DEM. Agripino afirmou ainda que essa "espontaneidade" faz com que o movimento contra o governo seja muito mais numeroso. "São 350 cidades do movimento do povo contra 50 cidades do movimento do PT", disse. Para o senador, o impeachment é a "única saída" do Brasil, já que é necessária uma "atitude drástica" no atual cenário. "Ninguém investe nada, ninguém decide nada. Como o governo não inspira confiança, nem os investidores investem, não gera emprego. Pelo contrário, demitem para poupar gastos, então o país está travado no congresso, está travado na sociedade e só tem uma saída: trocar o governo. É uma coisa traumática? Claro que é traumática, mas não tem saída, não tem alternativa. A presidente da República hoje é uma pessoa que não faz nada planejado. Faz aquilo que lhe resta fazer". Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Agripino aproveitou o momento para se defender. "Nós queremos que tudo seja investigado. Eu, por exemplo, tenho a consciência tranquila que aquilo de que me acusam. São coisas do meu estado. Eu fui durante 20 anos poder Executivo, nunca houve acusação nenhuma contra mim. Não são acusações da Lava Jato, são acusações que partem cavilosamente do meu estado como que para apagar a luz e todo mundo ser igual. Eu quero que investigue tudo porque isso vai ser o elemento que eu vou apresentar. Quem tem culpa no cartório que cuide de sua vida".
