MPF reforça pedido de condenação de Vaccari e Renato Duque
O Ministério Público Federal reforçou o pedido de condenação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque por 24 atos de lavagem de dinheiro relacionados a pagamentos de propina ao PT por meio de contratos falsos firmados com a Editora Gráfica Atitude. Ambos estão presos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e já foram condenados em outros processos. “As provas constantes dos autos apontam que, em sua atuação no âmbito da empresa e da agremiação política que representavam, notadamente, Petrobras e Partido dos Trabalhadores, os denunciados se utilizaram do crime de lavagem de dinheiro de maneira sistemática e não-acidental”, dizem os procuradores, nas alegações finais da 10ª fase da Operação Lava-Jato. Segundo informações do jornal O Globo, de acordo com a denúncia, aceita pelo juiz Sérgio Moro, parte da propina foi encaminhada, a pedido de Renato Duque, a João Vaccari Neto; e outra parcela deste montante, a pedido de João Vaccari Neto, para a Editora Gráfica Atitude. Ainda de acordo com O Globo, a Gráfica Atitude tem como sócios sindicatos vinculados ao PT. Eles argumentam que para simular a legalidade da fraude, as empresas de Augusto Mendonça firmaram dois contratos fictícios com a gráfica, sediada em São Paulo, porém a investigação aponta que os serviços nunca foram prestados. O MPF pediu também a suspensão do processo em relação ao acusado Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, ex-executivo da Toyo Setal e delator da Lava-Jato, por conta do acordo firmado de delação premiada. No documento, o MPF solicita ainda a devolução, para a Petrobras, de recursos avaliados em R$ 4,8 milhões que teriam sido desviados no esquema de corrupção.
