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Jorge Portugal deve se reunir com a Osba nesta semana para discutir déficit de músicos

Por Luana Ribeiro

Foto: Maurício Serra / Divulgação
Após a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) ter se manifestado neste fim de semana sobre o déficit de músicos (veja aqui), o secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, deve se reunir esta semana com os representantes do grupo para discutir a questão. “O secretário quer se encontrar com a gente essa semana. Ele diz que é uma prioridade, que ele vai levar o assunto para o governador, e que ele vai usar de todas as formas e meios para que essa situação não permaneça do jeito que está e para que a gente consiga sair dela”, afirmou o maestro Carlos Prazeres, em entrevista ao Bahia Notícias. Neste domingo (28), o concerto de abertura da temporada 2016 da série Manuel Inácio da Costa, teve caráter de protesto: foi realizado com a formação ainda mais reduzida, passando de cinco violinistas (o efetivo mínimo pede 12) para três. Estiveram ausentes a spalla, Priscila Plata Rato e o violinista Rogério Andrade, ambos por problemas de saúde. A primeira deixará definitivamente a orquestra em março, quando encerra seu contrato, celebrado por Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). “Assinar a morte da Orquestra Sinfônica da Bahia acho que nenhum governo gostaria. Acho que é um prenúncio de mau agouro para um governo matar uma orquestra. É uma mancha que iria ficar pelo resto da vida. Você pode fazer o que for, culturalmente, que sempre as pessoas vão falar”, avalia Prazeres. “Eu acho que a gente hoje está lutando para existir. Acho que o Jorge está empenhado neste assunto e tenho certeza que ele vai nos ajudar a sair dessa. Tenho certeza. Já teve uma sinalização”, indicou. Segundo o maestro, além do desfalque de musicistas, a Osba também enfrenta limitação de verba. “A gente não tem verba hoje. É um problema para a gente, é zero verba. A gente só tem a folha salarial dos músicos e minha, não tem nada a mais. Dinheiro para programação, dinheiro para chamar uma soprano para cantar uma Ave Maria, a  gente não tem. Viajar já seria caviar na mesa de um morador de rua”, compara. Os próximos concertos, até que o quadro seja resolvido, será feito da mesma forma como o realizado na Igreja de São Francisco, com música de câmara, feita para poucos instrumentos. Neste domingo, o próprio maestro, em duas peças, deixou a regência em duas peças, tocando oboé. 

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