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Sindimed aponta que déficit de maternidades se estende a Município e setor privado

Por Renata Farias / Luana Ribeiro

Foto: Renata Farias / Bahia Notícias
O relatório apresentado pelo Sindimed nesta quinta-feira (25), que aponta déficit de leitos nas maternidades de Salvador, foi elaborado com base em visitas realizadas a 10 unidades em Salvador e uma em Lauro de Freitas. O relatório já foi encaminhado à Sesab, que ainda não se posicionou sobre o documento. Apesar dos problemas identificados – a Maternidade Tsylla Balbino, no bairro da Caixa D’Água, tem uma placa de reforma datada de 2009, ainda não concluída – o sindicato salienta que as reclamações não dizem respeito somente ao governo do Estado. "Seria leviano dizer que a secretaria não vai tomar nenhuma providência nesse sentido. O documento foi entregue em janeiro. O que nós estamos dizendo é que isso precisa ser resolvido o quanto antes", explicou o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães. "Isso não invalida também a crítica à prefeitura. Por que a prefeitura não tem uma maternidade?", questionou em seguida. Magalhães também chamou a atenção para a situação do setor privado, no qual, em Salvador, foram fechadas nove maternidades nos últimos anos. “Os hospitais que abrem agora não tem maternidade. Deixou de ser interessante para o investidor investir em maternidade, que é baixa complexidade”, apontou. Na capital baiana, apenas os hospitais Aliança, Português, Jorge Valente e Teresa de Lisieux ainda tem maternidades, além da Santo Amaro, que quase foi fechada. “Foi uma pressão que nós exercemos. Se não fosse isso, fecharia”, lembrou Magalhães. 

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