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Sem Plano Diretor de Encostas atualizado, prefeitura instala alarmes em áreas de risco

Por Luana Ribeiro

Alvaro da Silveira, diretor-geral da Codesal | Foto: TV do Servidor Público
Prometida para setembro de 2015 (clique aqui), a atualização do Plano Diretor de Encostas (PDE) da capital baiana ainda não foi realizada. De acordo com o diretor-geral da Defesa de Civil de Salvador (Codesal), Alvaro da Silveira Filho, o PDE será atualizado como parte de um plano de prevenção de defesa civil, por meio de contrato com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratado no fim do ano passado – a entidade é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo – em parceria com a Ufba. “Dentro desse plano entra, além da atualização do plano de encosta, a atualização do plano de prevenção de defesa civil, para encontrar soluções para essas áreas”, explica. Ainda segundo gestor, o contrato tem duração de um ano e meio. Na próxima semana, a previsão é de que a entidade apresenta o primeiro relatório para os técnicos do órgão e de que seja definida uma comissão de servidores que validará o relatório, parte das etapas de desenvolvimento do Sistema de Gestão de Defesa Civil (SGDC), que será usado internamente pela Codesal, e de um aplicativo que será destinado aos cidadãos, para usuários de equipamentos Android e iOS (Apple). Com o novo sistema, que integra medidas de reestruturação da Defesa Civil, os técnicos deixarão de ir a campo com pranchetas, levando tablets, que permitirão a atualização em tempo real, agilizando o tempo de resposta da autarquia. “Como é agora? Os engenheiros saem a campo com a velha prancheta, fazem os relatórios e quando chegam uma equipe de digitadores vai fazer digitação no sistema, para aí tomarmos as providências”, descreve. Para a Operação Chuva deste ano, cuja primeira etapa já deve ser anunciada nas próximas semanas pelo prefeito ACM Neto, duas medidas entram em funcionamento: a instalação de equipamento de alarme e de pluviômetros em áreas de risco e o envio de mensagens de texto para moradores destes locais. Os equipamentos de alerta, que são compostos por uma sirene, serão instalados inicialmente em quatro locais, escolhidos por terem registrado deslizamentos graves no período chuvoso no ano passado: São Caetano, Liberdade, Marotinho e Caixa D’Água. A partir de um nível crítico de chuva, o pluviômetro automático aciona a sirene, para alertar os moradores a saírem de suas casas. Outros pluviômetros automáticos, sem o alarme, serão distribuídos pela cidade, em associação com a reativação e ampliação dos núcleos de defesa civil, cujos integrantes são compostos por pessoas da comunidade. “A leitura [dos semiautomáticos] é feita por uma pessoa capacitada na comunidade, normalmente líderes. Nós fazemos a capacitação até para que eles possam auxiliar a defesa civil, os bombeiros”.

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