Taxistas convocam ‘guerra’ contra carros do Uber em SP e ameaçam incendiar carros
Depois do presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores de Táxi em São Paulo (Simtetaxis), Antonio Matias, ameaçar “dar o cacete” nos motoristas que trabalham com o aplicativo Uber (veja aqui), os outros membros da categoria decidiram aderir a praticas mais violentas. Áudios reproduzidos em grupos de taxistas em redes sociais e obtidos pela TV Globo mostram ameaças de brigas e até de incendiar “carros pretos” – referência aos utilizados pela ferramenta. "Vamos pegar qualquer um, não interessa se Uber ou não. Tem que começar a botar fogo em carro preto", diz um. "Atenção categoria, vamos fazer um rolezinho às 21h, no estacionamento do Parque da Lagoa", convoca outro. "Tem 30 carros deles. Se botar 80, 100 dos nossos, dá para mostrar que a gente é mais forte. Vamos trancar carros deles aí", acrescenta. "Meu irmão, estamos na chuva é para se molhar. Onde tiver, eu estou dentro. Se não pode enfrentar, vamos fazer um bonde. Vamos fazer o que tiver que ser feito, hoje ninguém trabalha, daí engrossou, cai na porrada. Outro dia a gente perturba em outro lugar. Um mês, dois meses, nego vai ficar puto, sei lá, vai ter reação. Alguma repercussão vai ter e os outros que estão parados vão aderir a este bagulho, aí a gente parte para algo maior. Aí eu acredito que vai dar resultado", diz outro áudio. As ameaças se tornaram mais graves depois que a Justiça proibiu, em liminar, que a prefeitura proibisse o trabalho de motorista do Uber na capital (entenda aqui). Depois da divulgação das ameaças, o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos São Paulo (Sinditaxisp), Natalício Bezerra, pediu calma aos colegas e salientou que, "através da violência não vamos conseguir nada". "Eu gostaria que estes companheiros tivessem um pouco de calma e cautela, não é agredindo ninguém e fazendo movimentos desta forma que vamos conseguir nosso objetivo. Nós vamos conseguir nosso objetivo falando com as autoridades. O prefeito vai nos ajudar e tomar providências e o sindicato está entrando com ação no Judiciário. Com agressão, nas ruas, não vamos conseguir nada", defendeu Bezerra. Em nota, o Uber disse que “repudia qualquer tipo de violência e lamenta profundamente a selvageria que ocorreu”.
