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Professora da UFBA torturada na ditadura é reintegrada ao corpo docente da universidade

Foto: Divulgação / UFBA
Após perder o direito de exercer sua profissão, a professora Mariluce Moura foi reintegrada ao corpo docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em uma cerimônia realizada nesta sexta-feira (18), em Salvador. A docente foi detida e torturada em 1976 e acabou demitida de sua função no Departamento de Comunicação da universidade. Mesmo absolvida posteriormente pela própria Justiça Militar, só conseguiu recuperar o emprego após um pedido de processo de anistia, iniciado em 2011 e finalizado em 14 de outubro deste ano. "Eu poderia escolher uma indenização, mas do ponto de vista simbólico, moral, profissional, minha reintegração é algo que eu achava que o estado brasileiro me devia. Não sei ainda a data exata de quando vou voltar para universidade, mas em janeiro vou conversar com a UFBA e com o pessoal da Facom (Faculdade de Comunicação da UFBA) para definir o calendário", disse ela na cerimônia. A decisão pela reintegração de Mariluce ao corpo docente ocorreu em uma sessão da Comissão de Anistia, onde foi oficializado o pedido de desculpas do governo brasileiro aos professores perseguidos durante a Ditadura Militar. A comissão reconheceu o período em que a professora Mariluce Moura ficou afastada de seu emprego e lhe concedeu o direito de ser reintegrada à UFBA, através de um Portaria do Ministério da Justiça. Diplomada em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mariluce Moura é mestra e doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

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