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Targino nega ter chamado PM de 'neguinho' e atribui denúncia à armação de Nilo

Por Luana Ribeiro

Foto: Divulgação / AL-BA
O deputado estadual Targino Machado (DEM) negou na manhã desta segunda-feira (18) que tenha chamado o sargento da Polícia Militar Lourival Araújo que atuava na Assembleia Legislativa da Bahia de ‘seu neguinho’. “Essa é uma acusação ímpar na minha vida e nesses 30 anos de política já me acusaram de um a porção de coisa, menos de racismo. Trago de forma básica o sangue afrodescendente. Sou filho de pai negro, neto de avós da mesma etnia, e minha avó materna da mesma etnia”, afirma, destacando que “essa etnia é maioria da população”. De acordo com Targino, ele na verdade se dirigiu ao policial com “adjetivos pesados”. “Eu, Targínio Machado, não chamaria esse sargento dessa forma por várias razões. Se eu quisesse ofendê-lo e o ofendi com adjetivos pesados como covarde; ele e o coronel Yuri que estavam batendo em uma jovem que já estava no chão. Homem que bate em mulher ou delas não gosta ou traz no sangue de forma trágica esse gene ou está habituado a bater em mulher no seu cotidiano”. O parlamentar atribui a acusação, que já foi encaminhada ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a uma “armação perpetrada justo pelo presidente e pelo seu mequetrefe [em menção ao Coronel Yuri]”.
 

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

 
“Eu digo justo, porque eu porque fui um dos parlamentares que articularam sua candidatura”, diz o democrata, que cita ter sido padrinho de Nilo, que classifica como “outro Marcelo, arrogante, querendo ser dono da Assembleia”. O PM também acusa o deputado de ter lhe dado quatro tapas. “Eu lhe confesso que estava num momento de privação dos sentidos. Nem sei quem é esse camarada. Me recordo que coloquei o dedo em riste e disse a ele tudo que eu disse aqui”, afirma, dizendo não lembrar se chegou a dar tapas em Lourival. “Se dei tapa, se não dei não me recordo, mas se dei foi bem dado”, declara, citando a agressão a uma jovem no último dia 9 na tribuna de imprensa, de onde grupo de estudantes foi retirado pela PM. O parlamentar foi pivô de outra situação, desta vez ocorrida nesta quinta, quando quase foi acertado por um soco pelo colega Adolfo Menezes (PSD), que considera como “um camarada truculento e arrogante”, que se dirige à imprensa e às galerias “de forma rude, grosseira” . “Não tinha terminado [a sessão]. Terminou a votação e por direito regimental, portanto legitimo, pedir para fazer a declaração de voto. O presidente como não podia recusar, me deu a palavra e passou a presidência para o Adolfo Menezes”, De acordo com o deputado, ao começar a falar, Menezes abandonou a Mesa, foi ao cafezinho, e na volta, ordenou que o microfone fosse desligado. “Chamei ele de ditador”, relata Machado. De acordo com Menezes, ele teria, na verdade, se referido a ele como “sem-vergonha”, o que causou a reação.  

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