Pivô de tensão no Conselho de Ética, Azi não questiona adiamentos 'regimentais'
Por Fernando Duarte
Pivô de um momento de tensão na sessão desta quarta-feira (9) do Conselho de Ética da Câmara Federal (veja aqui), o deputado federal baiano Paulo Azi (DEM) minimizou mais um adiamento da apreciação do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “O que gerou o finalmente da decisão, a mudança de relator, eu entendo que tem amparo regimental. O cara usou um direito que ele tem”, apontou Azi, que chegou alguns minutos atrasado à sessão e teve o direito de voto como membro titular do Conselho de Ética questionado pelo suplente, o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB). Com posicionamento favorável à continuidade do processo, Azi relativizou as ações dos aliados de Cunha, que postergaram mais uma vez a votação após o impedimento do então relator do processo, o deputado Fausto Pinato (PRB-SP). “Minha posição já está clara. Voto pela abertura do processo, isso não tenho dúvida. Cada um está defendendo o seu. Quanto mais ele puder adiar, ele vai adiar. Enquanto for ação que o regimento permita... Mesmo não comungando com o princípio, não posso deixar de ver quem ele tem direito”, sugeriu Azi.
