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Lúcio nega que PMDB esteja rachado, mas espera que novo líder ‘traga união’

Por Guilherme Silva

Foto: Bruna Castelo Branco / Bahia Notícias
O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou que o partido não está rachado por conta do andamento do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Mesmo depois da substituição do líder da bancada na Câmara, ele classificou as discussões dentro da sigla como uma "divergência de opiniões". "Eu tenho certeza que o novo líder vai conseguir trazer união", afirmou Lúcio ao Bahia Notícias. Leonardo Quintão (PMDB-MG) ocupou o lugar de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) como líder do PMDB na Câmara nesta quarta-feira (9), depois do parlamentar baiano ajudar a coletar assinaturas e protocolar o pedido de substituição (clique e veja mais). Lúcio também contribuiu efetivamente na articulação para formar a chapa alternativa que vai analisar o pedido de afastamento da presidente (clique e veja mais). Segundo ele, a oposição ficou a poucos minutos de não conseguir indicar os nomes para a comissão do impeachment. "Com 15 minutos pro final do prazo nós não tínhamos as assinaturas necessárias. Estávamos fazendo articulações, conversando. O tempo foi escasso em termos de pegar assinaturas. Eu mesmo tive que vir no domingo pra começar algumas conversas. Mas os deputados só começam a chegar [em Brasília] a partir de segunda-feira. O PSD, por exemplo, decidiu de última hora", relata o deputado. No final das contas, o grupo que faz oposição à presidente conseguiu 39 assinaturas para protocolar a chapa, sendo que eram necessários apenas 33. A série de articulações protagonizadas por Lúcio começou, pois Picciani indicou apenas parlamentares pró-governo para a comissão do impeachment. "A decisão surgiu a partido do momento que a liderança não consultou as bancadas. Nem reunião fizeram com a bancada. Diante disso, o PMDB e outros partidos decidiram formar uma chapa alternativa", afirmou Lúcio. Para ele, se houvesse um equilíbrio de opiniões dentro das indicações do então líder do PMDB, não aconteceria a formação de uma nova chapa e não haveria o pedido para que ele deixasse o cargo.

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