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Davidson Magalhães critica voto secreto na Câmara: 'Aqui é uma postura autoritária'

Por Guilherme Silva

Foto: Agência Câmara
O deputado federal baiano Davidson Magalhães (PCdoB) criticou a votação secreta realizada na Câmara nesta terça-feira (8) para formar a comissão que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, o processo deveria repetir o que aconteceu no Senado para a cassação do mandato de Delcídio Amaral (PT). "Na cassação do Delcídio o voto foi aberto, na votação para o impeachment vai ser fechado? Uma coisa é a postura do Renan [Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado], que foi democrática. Aqui é uma postura autoritária do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ)", comentou Davidson. O deputado se envolveu na confusão durante a votação de ontem no plenário para definir a chapa que vai analisar o pedido o afastamento da presidente. Segundo ele, o "empurra-empurra" aconteceu pois os parlamentares da oposição queriam acelerar o pleito para evitar que o assunto fosse discutido e passasse pelos líderes dos partidos. O deputado José Carlos Aleluia (DEM) reclamou da postura de deputados da base governista que tentaram barrar a votação obstruindo o acesso às cabines de votação, citando o deputado Jorge Solla (PT). "Reagi afastando-o e assim garantimos uma vitória por 272 a 199 votos que decretou a contagem regressiva para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Acabou, Dilma. Acabou, Solla. Aceita que dói menos", relatou em sua página no Facebook. Solla, por outro lado, acusou o democrata de agressão durante a disputa. "Acostumado com a truculência da Ditadura Militar, o deputado José Carlos Aleluia me agrediu fisicamente hoje no plenário da Câmara", afirmou o petista. O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) também criticou os petistas na Câmara e classificou a atitude como uma tentativa de transformar o Brasil na Vanezuela. "Nada disso vai impedir o exercício livre do nosso mandato, sintonizados com a vontade popular, que é pelo impeachment da presidente Dilma. Agora o PT querer fazer isso é tentar transformar o Brasil numa Venezuela e a gente não vai permitir", declarou.

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