Louos possibilitará limites de gabarito 'mais permissivos, mas por outro lado seguros'
Por Alexandre Galvão/ Luana Ribeiro
A questão do insolejamento das praias de Salvador no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que envolve a definição máxima dos gabaritos dos edifícios da orla, não foi tratada “caso a caso”, de acordo o secretário municipal de Urbanismo, Sílvio Pinheiro. Ele destacou também que a prefeitura estuda a orla para possibilitar limites “mais permissivos, mas seguros”. “Nós estamos tratando a orla como um todo, estabelecendo parâmetros de gabarito levando em consideração sua localização geográfica. Nossa orla é muito extensa. Em cada área da cidade, em cada posição da orla, ela tem sua verticalização e gera uma perspectiva de sombreamento. Então nós estamos estudando a orla para que na Louos nós possamos ter limites mais permissivos, mas por outro lado seguros de que não vão sombrear”, disse, após a apresentação da minuta do PDDU na Câmara Municipal de Salvador, nesta quarta-feira (18). De acordo com o titular da Sucom, o PDDU encaminhado pelo Executivo “abre Salvador para várias oportunidades” e mencionou a criação de novas centralidades para evitar grandes deslocamentos, com bairros “mais autossuficientes”. “Para que o cidadão que mora em Cajazeiras, só venha ao Iguatemi se ele quiser. Que ele não seja obrigado a ir ao Iguatemi para ir a uma grande rede de supermercados, a um grande shopping center, assim como Pau da Lima, em Valéria, enfim”. Questionado sobre a manifestação do Conselho Municipal de Salvador, que declarou que não se posicionará sobre o documento, Pinheiro voltou a afirmar que não reclamações sobre o PDDU e citou que das 12 reuniões do colegiado, 5 foram destinadas a discutir o projeto. Pinheiro também citou a dificuldade de alcançar um consenso em um conjunto de 41 entidades. “Cada uma delas defende interesses antagônicos, muitas vezes. Você tem entidades que defendem o meio ambiente e tem outras que defendem a moradia. Muitas vezes eu quero fazer um parque e o outro movimento entende que no lugar de ter um parque tem que ter casa, morar gente”. Assim como ACM Neto, o secretário citou que todas as reuniões do conselho foram gravadas e que nos vídeos é possível verificar que a deliberação do colegiado foi por se posicionar por meio das atas dos encontros.
