PDDU divide Salvador em macrozonas ambientais e urbanas
Por Alexandre Galvão/ Luana Ribeiro
A presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, explicou nesta quarta-feira (18), durante a apresentação da minuta do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) na Câmara Municipal de Salvador, que o projeto divide a cidade em macroaereas que tiveram como base indicações sociais e ambientais. “Trabalhamos com a predominância das características”, detalha Tânia, em menção às macrozonas de conservação ambiental e as macrozonas urbanas. Ainda de acordo com a gestora, outra orientação do PDDU é criar dois novos centros na cidade. “A ideia do PDDU é descentralizar a cidade, pois ela hoje tem o Centro Histórico e o Iguatemi. Criaremos dois outros centros; cria a centralidade de Águas Claras e do Parque Tecnológico. E para outro pólo logístico - que deve ser criado. Queremos permitir a redução do deslocamento e criar polos de empregos e de serviço. A ideia da criação desses centros é aproximar a cidade, ampliar a conectividade entre os bairros”, afirma. Na intenção de aumentar a ligação entre as localidades, Tânia menciona também que o PDDU prevê a implantação de um sistema de transporte regular para as ilhas e quer “priorizar os modos de locomoção não motorizados, racionalizando o uso do automóvel”. Outro assunto abordado pela presidente da FMLF é a criação da cota de solidariedade, que já havia sido divulgada pelo secretário municipal de Urbanismo (Sucom), Sílvio Pinheiro, que corresponde a uma contribuição das construtoras responsáveis por empreendimentos de grande porte, voltado para financiar moradias populares. Tânia ainda citou que o PDDU pretende promover a inclusão de grupos vulneráveis, com atenção especial à população negra, idosos e pessoas com deficiência. O projeto ainda dá atenção especial à revitalização da orla.
