Veto de Dilma reduz competitividade de portos do NE ao não prorrogar isenção de taxa
Por Fernando Duarte
Em meio à negociação por mais estabilidade no Congresso Nacional, a pressão do PMDB resultou num veto da presidente Dilma Rousseff (PT) que impacta diretamente em medidas de incentivo à empreendimentos instalados nas regiões Norte e Nordeste. O veto à lei nº 13.169, publicado nesta quarta-feira (7), exclui a ampliação da isenção do adicional ao frete marítimo para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), de 20%, originalmente prevista para extensão até 31 de dezembro de 2020 – o prazo antes da lei terminaria em 2015. Para o diretor-executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vladson Menezes, a medida diminui a competitividade das empresas do Norte e Nordeste, que já sofrem com problemas de infraestrutura, de qualificação de mão-de-obra e até mesmo de desenvolvimento. “Para se ter uma ideia, somente em 2013, no Nordeste, a Sudene identificou 430 empresas que se beneficiaram disso e mais 29 no Norte. Estou falando de empresas de médio e grande porte que fazem importações. O que a gente considera, basicamente, os insumos importados encareceram. Se além desse encarecimento por conta da desvalorização do real, eu vou pagar um excedente de frete eu vou ter prejuízo competitivo”, explica Menezes.

Ministro Helder Barbalho foi indicado pelo PMDB, cuja bancada é ligada a portos do Sudeste brasileiro | Foto: José Cruz/ Agência Brasil
