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Deputados da CPI da Petrobras vão reclamar da falta de colaboração da PF

Foto: Reprodução/ Veja
Deputados da CPI da Petrobras vão se reunir com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o ministro Teori Zavascki, do Supremo tribunal Federal, para reclamar do que consideram falta de colaboração da Polícia Federal e da Justiça Federal de Curitiba (PR) em relação às investigações sobre o grampo encontrado na cela do doleiro Alberto Youssef. De acordo com a Agência Câmara Notícias, o pedido foi feito pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que protestou contra a falta de respostas da PF a pedidos de informação da CPI. “Preocupa-me a falta de atendimento a informações sobre as investigações, assim como as respostas vagas a ausências de convocados. É uma falta de respeito à comissão”, disse o deputado. Segundo ele, a PF apresentou alegações vagas relativas ao não comparecimento de dois convocados para depor hoje, o delegado Renato Herrera e a agente Maria Inês Slussarek. “A polícia informou que soube informalmente que eles vão entrar com licença médica”, disse o relator. Segundo o relator, o Ministério da Justiça não prestou informações a respeito da conclusão das investigações sobre o grampo. A CPI está reunida para ouvir os depoimentos de cinco pessoas: dois empresários do setor petroquímico e três policiais federais. Os policiais federais são os delegados Mário Fanton e Rivaldo Venâncio e o agente José Eraldo de Araújo – que confirmaram suas presenças. Os policiais estão envolvidos em um caso investigado sob sigilo pela Polícia Federal: a descoberta de um aparelho de escuta na cela do doleiro Alberto Youssef em Curitiba, no Paraná. Em agosto, o delegado Fanton e o agente Dalmey Werlan foram denunciados pelo Ministério Público Federal por calúnia e difamação. Eles são acusados de divulgar a informação de que o grampo era ilegal para tentar anular as provas obtidas pela Operação Lava Jato. Em julho o agente Werlan foi ouvido sobre o caso em reunião secreta pela CPI da Petrobras, junto com outro delegado, José Alberto Iegas. Os depoimentos deles são sigilosos. Além de ouvir os policiais, os deputados da CPI querem ter acesso ao inquérito policial aberto pela Polícia Federal sobre o grampo, mas o pedido foi negado, sob a alegação de que a investigação não tinha relação com a Operação Lava Jato.

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