‘Talvez ninguém tenha se perguntado por que recebe isso’, diz Rui sobre corte ‘abrupto’
Por Luiz Fernando Teixeira / Rebeca Menezes
O governador Rui Costa rebateu a crítica de alguns servidores sobre os cortes “abruptos” de adicional de insalubridade em setores que não tinham direito ao benefício. Presente na reunião de lançamento da Câmara de Conciliação da Saúde, o gestor comparou a situação de um fotógrafo da Secretaria de Comunicação Social (Secom). "Talvez ninguém nunca tenha se perguntado 'Por que eu recebo isso?' Um fotógrafo, por exemplo, recebia isso. Talvez na época que o fotógrafo revelasse filme, valesse. Se o laudo existiu algum dia, foi na época que ele manuseava produto químico. Hoje faz isso? Não", exemplificou. Rui voltou a defender que todos os casos foram analisados pela Secretaria de Administração, e informou que a medida vai economizar cerca de R$ 100 milhões por ano. “Todas as secretarias do Estado tinham gente recebendo [o benefício]. É um direito legal quando a pessoa está submetido a ambiente de trabalho insalubre, mas tinha gente na Secretaria de Turismo recebendo”, contou. Presente no evento, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), desembargador Eserval Rocha, também defendeu o corte de benefícios irregulares, como as gratificações de servidores do Judiciário baiano. Para ele, é preciso “moralizar” a folha de pagamento do TJ-BA. "Nós temos servidores da mesa categoria que recebem R$ 6 mil e outros recebem R$ 15 mil, R$ 16 mil. E mais. Pelas projeções que nós temos, seria uma irresponsabilidade do gestor não tomar providências, haja vista que, neste cenário em que nós estamos, não vai ter dinheiro para pagar esse pessoal", completou.
