AL-BA concedeu comendas Dois de Julho de forma irregular
Por Rebeca Menezes
As mais diversas personalidades, baianas ou não, já foram agraciadas com a maior honraria da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA): a Comenda Dois de Julho. Entre os nomes agraciados apenas em 2015 estão o senador Otto Alencar (PSD), o desembargador Jatahy Fonseca, Mãe Stella de Oxóssi, aos esportistas Daniel Alves e Lourival Quirino e até mesmo o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Zézeu Ribeiro, que foi homenageado após sua morte. Mas todas essas homenagens foram concedidas de forma irregular, já que estão fora dos padrões definidos pela própria Casa. Na Resolução 1.277, de 11 de agosto de 1999 (veja aqui), o então presidente da AL-BA Antônio Honorato institui a Comenda Dois de Julho. Segundo o documento, a homenagem seria concedida anualmente no dia 30 de junho, em Sessão Especial convocada para este fim. Para tanto, os deputados deveriam apresentar o projeto na Casa até o dia 1º de março. Outro detalhe: o número de homenageados seria restrito. A Resolução original define que "somente duas personalidades poderão ser anualmente agraciadas com a Comenda". O documento foi trazido à tona pelo deputado Adolfo Viana (PSDB), filho de Honorato, que questionou o número de honrarias concedidas pelos parlamentares. "Quando a medalha foi criada, foi definido que podiam ser concedidas duas por ano. Meu questionamento é que, se a Casa quisesse mais de duas, a Mesa Diretora deveria mandar um projeto para que o plenário possa aumentar", explicou Viana ao Bahia Notícias.

