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Baiano assume cadeira no Carf e revela que se ‘falava há anos na boca pequena’ de esquema

Por Luiz Fernando Teixeira

Marcos Villas-Bôas | Foto: Arquivo Pessoal
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda nomeou novos conselheiros nesta semana, após as investigações da Operação Zelotes, da Polícia Federal provocaram um rebuliço nas estruturas do órgão. Um dos novos conselheiros é o baiano Marcos Villas-Bôas, que relatou ao Bahia Notícias como está o clima em Brasília. “Descobriram o esquema de corrupção no órgão, se falava há muitos anos na boca pequena”, declarou. De acordo com ele, após as investigações o sistema do órgão passou por uma reestruturação. A dinâmica previa que parte dos conselheiros era formada por auditores, enquanto que a outra parte era de “representantes dos contribuintes”, que não eram remunerados e tinham apenas um cargo honorífico que daria retorno em termo de experiência. “Diziam que isso incentivava ainda mais a corrupção”, disse Villas-Bôas. A partir de agora todos serão remunerados, mas ainda não há recursos para pagar os novos conselheiros, apesar de haver um projeto de lei para isso – por conta do impasse o Carf não voltou a funcionar. “A remuneração será de cerca de R$ 1,6 mil por sessão, com uma regra de seis sessões por semana e máximo de R$ 11 mil dentro no mês”, afirmou o baiano. Villas-Bôas também revelou que agora advogados não poderão estar ligados à OAB, tendo que estar licenciados e como a grande maioria dos conselheiros eram advogados renomados, “cerca de 100 conselheiros decidiram sair do Carf por conta desse impedimento”. Ainda segundo ele, como o Carf é uma fonte direta de receita, há uma preocupação sobre quando o conselho irá voltar a funcionar, pois a União está perdendo dinheiro com isso. 

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