Levy defende impostos e diz que governo economizou R$ 80 bi em 2015
Por Estela Marques
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu o aumento de impostos para o país "crescer mais e mais rápido", durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10), um dia depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter tirado o grau de investimento do país. De acordo com Levy, algumas reformas estruturais são consideradas pelo governo como "ponte fiscal" para chegar ao momento de estabilidade e crescimento da economia. O economista disse ainda que esse "esforço adicional" é para "garantir que o país seja seguro para investidores e que nossa condição fiscal seja sólida". Algumas delas são a reforma do ICMS, que pode destravar o investimento nos estados e permitir que o imposto fique no local onde é produzido - se "pago pelo nordestino, que fique no Nordeste", explicou. Outra proposta do governo é a reforma do PIS/Cofins, no intuito de descomplicar o pagamento do tributo, dar segurança jurídica e transparência - todos os setores produtivos saberão o que cada um paga. "Nossa economia tem que se adaptar ao ambiente da economia mundial, com realocação de capital e mão de obra entre setores. Ter neutralidade tributária entre setores facilita a realocação de recursos e aumenta o crescimento potencial do país", defendeu o ministro. Apesar das reformas, Levy destacou a necessidade de cortes de despesas e afirmou que o governo já vem "cortando na carne", quando economizou R$ 80 bilhões do orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para 2015. A tendência é que no próximo ano os gastos sejam "bastante parcimoniosos". "O potencial de economia não é suficiente para as necessidades do país, também se deve olhar para outras possibilidades. É uma estratégia robusta que vai permitir criar ponte até momento mais favorável da economia, principalmente, quando o resultado das reformas estruturais começarem a fruir", pontuou.
