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BOMBA: O ESPÓLIO SECRETO DE ACM II

Os documentos foram parar nas mãos de ACM no final de 1994, depois de uma ação da Polícia Federal que visava encontrar provas de uma suposta relação entre a empreiteira baiana e o esquema PC Farias, o ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello. Na ocasião, durante desembarque de um vôo da British Airways no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, José Raul Sena Gigante, então procurador da construtora, foi surpreendido por uma operação da PF. Gigante levava duas malas 007, nas quais, segundo a revista, estavam maços de papel e oito cartões do Coutts&Co. Bank. Os cartões eram nominais a Carlos Laranjeira, Luiz Abreu Silva, Telma Maria Silva, Carlos Seabra Suárez, César Mata Pires, Luiz da Rocha Sales Filho, Nicolau Martins e Teresa Martins. Todos eles sócios e ex-sócios da OAS. Havia também documentos de empresas constituídas em paraísos fiscais, bem como procurações de cofre-forte do J.P. Morgan S/A da Suíça, em nome de um certo "Jurandir", e cerca de US$ 3 mil em espécie. A partir de então, César Mata Pires ficou nas mãos do seu sogro, que, na época, era reconhecido como um dos homens mais influentes do País.

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