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Camargo Corrêa procura Controladoria-Geral da União para fazer acordo

diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini | Foto: Agência Brasil
Representantes da Camargo Corrêa procuraram a Controladoria-Geral da União (CGU) na semana passada para negociar um acordo de leniência com o governo, após se transformarem um dos principais alvos da Operação Lava Jato. De acordo com a Folha de S. Paulo, a empreiteira pretende evitar ser taxada como inidônea, o que a impediria de participar de licitações federais e de receber empréstimos de bancos públicos. A primeira reunião entre as partes deve acontecer “nos próximos dias” para discutir as supostas participações da Camargo nos cartéis de empreiteiras que manipularam concorrências na Petrobras, na usina nuclear Angra 3 e na hidrelétrica de Belo Monte. Segundo a publicação, a empresa já firmou um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para colaborar com as investigações de um cartel nas obras da usina Angra 3 e entregou ao Conselho o resultado de auditorias em seus contratos e processos, feitas por auditores independentes. O acordo de leniência é uma espécie de delação premiada para empresas. Por meio dele, os infratores admitem irregularidades e colaboram com as investigações na tentativa de conseguir penas menores.

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