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Não é se vai ter cobrança, mas quem vai pagar, diz secretário sobre uso de água de rios

Foto: Cláudia Cardozo/Bahia Notícias
Eugênio Spengler já atuou no Ministério do Meio Ambiente e na prefeitura de um município com 15 mil habitantes. Em entrevista ao Bahia Notícias, o atual secretário estadual de Meio Ambiente (Sema) conta as diferenças no trabalho dos três níveis da federação e descreve os principais desafios da pasta baiana. Spengler explica ainda como está o processo de preparação para a cobrança do uso da água dos rios e nega polêmica com os setores envolvidos. “Isso está previsto na lei da política nacional de Recursos Hídricos tem mais de 20 anos. A sociedade e os empresários já sabiam que, mais cedo ou mais tarde, isso seria cobrado. Hoje não se discute na Bahia se vai ter ou vai ter a cobrança. O que nós estamos trabalhando é em que tempo ela vai ser implementada e para quem”, afirma. Durante a conversa, o secretário detalha projetos como a revitalização dos parques urbanos, do zoológico e os planos voltados para a recuperação do Rio São Francisco. Os processos, garante, continuarão em curso mesmo com a crise econômica. Já a discussão com os funcionários do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que ameaçam deflagrar greve, sentiu o baque dos cortes orçamentários. Apesar de minimizar alguns pontos cobrados pela categoria, como os cortes de insalubridade e o ponto eletrônico, Spengler admite a necessidade de algumas discussões. A solução, contudo, deve demorar. “Há uma negociação de carreira, mas com a situação que nós temos hoje tem questões que nós não conseguimos atender. O próprio governador orientou que não se cria nenhuma mesa de negociação neste ano, com nenhuma categoria”, justificou. Leia a entrevista completa.

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