Cunha contraria o ‘status quo’ e governo ataca por não conseguir maioria, diz Cajado
Procurador-geral da Câmara dos Deputados, Claudio Cajado (DEM) está em seu sexto mandato na Casa e acredita que, nos últimos 20 anos, a política “mudou muito”. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar fala sobre a crise de imagem do Congresso Nacional e defende as críticas feitas ao presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Obviamente que a atitude de Eduardo Cunha contraria uma parcela expressiva do parlamento que é formada pelo PT e por partidos de esquerda. Porque ele tem opiniões de centro e centro-direita. [...] Todas essas questões contrariam ideologicamente uma parte do parlamento, mas são contrárias a um status quo, o que nunca houve”, avalia. Para ele, os ataques ao peemedebista ocorrem porque o governo não consegue argumentos que prevaleçam. “Dentro da democracia, quem tem a maioria governa e tem suas teses e opiniões. Querer se insurgir contra essas decisões alegando que há uma ditadura ou que há um descumprimento do regimento, nesses exemplos, não cabe”, define. Cajado discute ainda sobre a crise política e econômica, sobre o fortalecimento das oposições e atribui seu futuro político às escolhas do prefeito de Salvador, ACM Neto. “Meu futuro político está muito em cima da decisão que o prefeito vai ter nas eleições estaduais, daqui a três anos”, conclui. Leia aqui a entrevista completa.
